SABEDORIAS PROFANAS.
- proponho que pensemos o rock como uma complexa prática estética que é também política e que, tendo sua própria especificidade ontológica [caraça!, o que ela quis dizer com isso? Bem, é como eu já disse: se você entende tudo o que diz um filósofo, ele não deve mesmo ser muito bom] como manifestação de vontade (no sentido da vontade da natureza de que falou Schopenhauer), afeta o sentido do mundo. Quero dizer que o que o rock traz ao mundo é uma autorização contra o autoritarismo. Ele faz isso por meio da prática estética que foi recalcada ao longo da história: o grito. (...) O grito do rock é elétrico. O grito ou a explosão do que, não devendo ser mostrado, todavia apareceu. Isso que nos encanta enquanto nos ensandece, nos irrita, nos afronta e, ao mesmo tempo, quer salvar alguma coisa em nós. Marcia Tiburi.
Existem 2 documentários sobre o Heavy Metal muito bons, são feitos pela mesma pessoa, no primeiro uma viagem no mundo do Heavy Metal e suas origens com entrevistas e tudo mais com aqueles que começaram, no segundo um passeio pelo mundo para entender como é o Heavy Metal em cada lugar, como ele é ouvido, sentido e recriado, no Japão, India, Israel, Irã, Brasil e tudo mais. É muito interessante ver como existe uma superfície de contradição quando o palestino e o israelense usam o mesmo rock para defender pontos opostos. Mas ao mesmo tempo vemos a mesma base que a Márcia colocou do grito contra o autoritarismo e próprio dessa especificidade ontológica inerente(consegui! Será que estou virando filósofo?).
ResponderExcluirhttp://www.imdb.com/title/tt0478209/
http://www.imdb.com/title/tt1249171/
O autor é antropólogo. A escolha do Heavy Metal sobre o Rock é que o primeiro guarda ainda as características que o segundo tinha quando nasceu.
Recomendo assistir aos dois filmes, mas principalmente o segundo que é muito emocionante. Bom até para quem não curte o Heavy Metal.