
A filosofia é uma aventura e uma curtição. Puro Prazer de Pensar.
Ela é um jeito, um modo uma maneira, uma arte de pensar adequada aos que acham que o real é pouco.
É isso: um cansaço sutíl,uma leve inquietude, um vago desconforto com o concreto.
E um certo gosto de abismo; uma espécie de fundo... sem poço.
Produto de recusa e negação, o compromisso do filósofo é com o delírio.
Veja só:
Bichos, esses magníficos filósofos do cotidiano, também acham que o real é pouco. Por isso, deliram no dia-a-dia com competência e rigor, mantendo a relação de inquietude, desconforto e abismo com o real.
Por exemplo, essa cadelinha da foto, a Punk*: cotidianamente debruçada sobre o real, ela não se cansa de indagar - perplexa:
O que é o real?
* In Memorian.

