sexta-feira, 3 de junho de 2011

REFLEXÕES SEM DOR.

- A vocação religiosa é um mistério; o êxtase é uma vocação religiosa.

- O místico religioso é uma exceção porque - sem se dar conta - é um transgressor: “O místico busca a união com um Deus transcendente e, em conseqüência, destrói necessariamente a transcendência”. Tradução pessoal. In: Georges Bataille, La religión surrealista.
O santo é sempre um transgressor e um fracassado porque desterritorializa o sagrado, desloca, transfere, retira-o de sua função extraordinária, reduzindo-o, mediante a sua ação, ao domínio do humano.
O santo instaura a anormalidade (a sua) no campo da norma (a nossa), rompendo, assim, com as regras culturalmente praticadas e socialmente aceitas pela sociedade e pela igreja. (Todo santo tem um nome: ruptura).
O santo verdadeiro é aquele que sempre fracassa. Daí a excepcionalidade de sua vida. Quanto a mim, concordo com os antigos mestres taoístas: “Ninguém é santo se deixa vestígios.”

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