- Certa vez, Yenô, o sexto patriarca, viu dois monges olhando a bandeira de um pagode flamejando ao vento. Um deles dizia: “É o vento que se move”, e o outro dizia: “Quem se move é a bandeira”. Mas Yenô lhes explicou que o movimento verdadeiro não era do vento nem da bandeira, mas de algo no interior de suas mentes.
- Certa feita, o monge Tao-Hsin encontrou o sábio Fa-Yung, que vivia num solitário templo do monte Niu-T’ou, e era tão puro que os pássaros costumavam lhe trazer flores. Enquanto os dois homens falavam, um animal selvagem rugiu ali perto e Tao-Hsin deu um salto. Fa-Yung comentou: ‘vejo que ainda está contigo!’, disse, referindo-se, a “paixão” instintiva do susto. Pouco depois, aproveitando o momento em que não era observado, Tao-Hsin escreveu o caracter chinês que significa Buda na rocha
Duas histórinhas impecáveis. A primeira me remeteu direto ao brain in a vat e ao Humberto Maturana. Maturana chegou à mesma conclusão no século XX usando apenas conceitos da biologia. Amazing!
ResponderExcluirA segunda passagem tive que ler duas vezes, acho que esses nomes chineses me confundem. Depois li mais duas vezes e finalmente os pássaros pararam de me trazer flores.