domingo, 19 de dezembro de 2010

PARADOXOS DE LINGUAGEM (OU QUANDO O NÃO-SENTIDO É O SENTIDO E VICE-VERSA).

“Depois de algum tempo, a lagarta tirou o narguilé, bocejou uma ou duas vezes e espreguiçou-se. Em seguida, desceu do cogumelo e retirou-se rastejando na grama, observando simplesmente, enquanto se afastava:
- 'Um lado a fará crescer, e o outro lado a fará diminuir'.
- 'Um lado de que, outro lado de que?', pensou Alice.
- ‘Do cogumelo', disse a lagarta, como se Alice tivesse perguntado em voz alta.
Alice ficou olhando o cogumelo pensativamente, tentando saber quais eram os dois lados, pois como ele era perfeitamente redondo, isso era uma questão difícil”.
Lewis Carroll, “Conselhos de uma lagarta”. In: Aventuras de Alice no País das maravilhas.

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