- Quanto mais de perto se quis ver o problema, perguntando como é que o definido pôde alguma vez sair do ‘indefinido’, o temporal do eterno, a iniqüidade da justiça, mais densa se tornou a noite. In: A filosofia na idade trágica dos gregos.
- A fé salva, portanto, mente. In: O anti-cristo.
- Convicções são inimigos da verdade mais perigosos que as mentiras. In: Humano, demasiado humano.
- A mentira mais freqüente é a que cada qual diz a si próprio. In: Humano, demasiado humano.
- Pelas palavras e pelos conceitos, nunca atravessaremos o muro das relações, nem penetraremos em qualquer origem fabulosa das coisas; mesmo nas formas puras da sensibilidade, e do entendimento, no espaço, no tempo e na causalidade, não encontramos nada que se pareça com uma ‘veritas aeterna’”. In: A filosofia na idade trágica dos deuses.
- Quanta verdade suporta, de quanta verdade é capaz um espírito? In: Ecce Homo.
- Se houvesse deuses, como toleraria eu não ser um deus? Logo, não há deuses. In: Assim falou Zaratustra.
- Só se permanece filósofo - calando-se. In: Humano, demasiado humano.
- Outros povos têm santos, os gregos têm sábios. In: A filosofia na idade clássica dos gregos.
- Este, agora - é o meu caminho; onde está o vosso? - Assim respondia eu aos que me perguntavam pelo ‘caminho’. Porque ‘o caminho’ não existe! In: Assim falou Zaratustra.
- Quem chegou, ainda que apenas em certa medida, à liberdade da razão, não pode se sentir sobre a terra senão como andarilho - embora não como viajante em direção a um alvo último: pois este não há. Mas bem que ele quer ver e ter os olhos abertos para tudo o que propriamente se passa no mundo; por isso não pode prender seu coração com demasiada firmeza a nada de singular; tem de haver nele próprio algo de errante, que encontra sua alegria na mudança e na transitoriedade (...) São andarilhos e filósofos. Nascidos dos segredos da manhã meditam sobre como pode o dia, entre a décima e a décima segunda badalada, ter um rosto tão puro, translúcido, transfiguradamente sereno. In: Humano, demasiado humano.
- Orgulho-me de seguir as doutrinas do filósofo Dioniso e preferiria mil vezes ser considerado como um sátiro do que como um santo. In: Ecce homo.
- É chamado de espírito livre aquele que pensa de modo diverso do que se esperaria com base em sua procedência, seu meio, sua posição e função, ou com base nas opiniões que predominam em seu tempo. Ele é a exceção, os espíritos cativos são a regra. In: Humano, demasiado humano.
- Má e anti-humanas chamo todas essas doutrinas do uno e perfeito e imóvel e sacio e imperecível. In: Assim falou Zaratustra.
- [Sobre a religião cristã] Logo, por meio de súplicas e orações, por meio da submissão, do compromisso de tributos e presentes regulares, de exaltações lisonjeiras, é possível também exercer uma coerção sobre os poderes da natureza, na medida em que os tornamos afeiçoados a nós: amor vincula e é ligado. Em seguida, podemos fechar acordos em que nos obrigamos mutuamente a determinada conduta, estabelecemos penhores e trocamos juramentos. In: Humano, demasiado humano.
- Eis o que eu chamo o imaculado conhecimento de todas as coisas: não querer das coisas mais do que poder estar diante delas. In: Assim falou Zaratustra.
- (...) O querer viver-se à parte, o poder-se ser diferente, o estar-se só e viver-se por si próprio fazem parte do conceito ‘grandeza’. Então o filósofo denunciará algo de seu próprio ideal ao estipular: será o maior aquele que conseguir ser o mais solitário, o mais escondido, o mais afastado, o homem para além do bem e do mal, o senhor das suas virtudes, o transbordante de vontade. A isso claramente se chamará grandeza. Poder-se ser a um tempo múltiplo e inteiro, tão amplo como pleno. In: Para além do bem e do mal.
- Pelas palavras e pelos conceitos, nunca atravessaremos o muro das relações, nem penetraremos em qualquer origem fabulosa das coisas. (?)
- A vontade de poder - a inesgotável e geradora vontade de viver. In: Assim falou Zaratustra.
- Qual é o grande dragão, ao qual o espírito não quer mais chamar senhor nem Deus? ‘Tu deves’ chama-se o grande dragão. Mas o espírito do leão diz: ‘Eu quero’. (...) Todo o valor já foi criado, e todo o valor sou eu. Na verdade, não deve mais haver nenhum ‘Eu quero’! assim fala o dragão.(...) Criar para si a liberdade de novas criações, isso a pujança do leão pode fazer. Conseguir essa liberdade e opor um sagrado ‘não’ também ao dever; para isso, meus irmãos, precisa-se do leão”. In: Assim falou Zaratustra.
- [“Espírito livre” são aqueles que] (...) cheios de maldade contra os engodos da dependência que estão escondidos em honras, ou dinheiro, ou funções, ou entusiasmos dos sentidos; até mesmo gratos para com a desgraça e a doença rica de mudanças, porque sempre nos desvencilharam de alguma regra (...) gratos para com Deus, diabo, ovelha e verme em nós, curiosos até o vício, inquisidores até a crueldade, com dedos inescrupulosos para o intangível, com dentes e estômago para o mais indigesto, prontos para todo ofício que exija acuidade de sentido e sentidos aguçados, prontos para todo risco, graças a um excedente de ‘vontade livre’”. In: Para além do bem e do mal.
- [Espíritos livres] Sem sim, sem não, voluntariamente perto, voluntariamente longe, e de preferência esquivando-se, desviando-se, esvoaçando para longe, outra vez além, outra vez voando para o alto (...) ao mesmo tempo uma doença que pode destruir o homem, essa primeira irrupção de força e vontade de autodeterminação, de valoração própria, essa vontade de vontade livre. In: Humano, demasiado humano.
- Retribui-se mal um mestre quando se permanece sempre e somente discípulo. In: Assim falou Zaratustra.
- Só se permanece filósofo mantendo o silêncio. In: Humano, demasiado humano.
- Você deve tornar-se senhor de si mesmo, senhor também de suas próprias virtudes (...) você deve ter domínio sobre o seu pró e o seu contra”. In: Humano, demasiado humano.
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Samanea tubulosa (Benth.) Barneby & grimes
Há 12 anos
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