quinta-feira, 15 de setembro de 2011

NIETZSCHE

1.
O destino de Nietzsche foi pensar a existência no extremo do possível.
Filósofo, escritor e músico, celebrou a vida como poucos.
Perambulou por cidades, hotéis e pensões baratas.
Caminhou por ruas e becos, por prostitutas anônimas.
Caminhou por uma praça onde - dentro e fora -
enlouqueceu definitivamente.

Caminhou por si próprio,
Como ninguém.
(“como ninguém” significa que o filósofo caminhou como um ninguém, isto é, caminhou como os sábios).
2.
Onde habitava a mente de Nietzsche?
A partir de que abismos de si mesmo, decifrou a totalidade do humano?
Louco, produziu a mais subversiva, a mais transgressora, a mais absurda filosofia da lucidez.
Lúcido, não conseguiu escapar de sua própria loucura.
(E quem consegue?)
Nietzsche, o filósofo, criou e celebrou uma filosofia de/da vida como rigor e vigor, como poucos, até hoje, foram capazes.
Enlouqueceu e morreu - para si - abraçado a um cavalo, um dos mais belos seres da criação.
(Zaratustra não faria melhor!).
O Super-Homem que foi de si/para si podia agora, finalmente, descansar junto a mãe e a irmã:
Seu legado - e seu recado - já estavam dados.

Um comentário:

  1. E você poeta poetando fala de Nietzsche com a poesia dos sabios ou a sabedoria dos poetas. Sei lá.

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