quinta-feira, 15 de setembro de 2011

NIETZCHE POETA.

1
Porque não repousas, obscuro coração,
O que te instiga a fugir mesmo com os pés ensanguentados
O que esperas tu?

2
Sim, eu sei de onde sou!
Insaciável como o fogo
Eu ardo e me consumo.
Tudo que toco vira flama
E tudo que deixo, carvão:
Sou fogo, não há dúvida.

3
Conhecedor de si,
algoz de si.

4
Vem, ouro da serenidade!
Tu, da morte
o mais secreto e dulcíssimo anúncio
.

5
Dá-me amor – quem me aquece?
Quem me ama ainda?
Dá-me mãos quentes,
Dá-me brasas para o coração.
(...)
Oh, volta aqui,
Meu deus desconhecido, minha dor,
Minha extrema felicidade!...
In: Paul L. Landsberg, Ensáio sobre a experiência da morte. (O livro é meio difícil, meio chato, desses que você vai lendo, pulando as folhas).

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