1
Porque não repousas, obscuro coração,
O que te instiga a fugir mesmo com os pés ensanguentados
O que esperas tu?
2
Sim, eu sei de onde sou!
Insaciável como o fogo
Eu ardo e me consumo.
Tudo que toco vira flama
E tudo que deixo, carvão:
Sou fogo, não há dúvida.
3
Conhecedor de si,
algoz de si.
4
Vem, ouro da serenidade!
Tu, da morte
o mais secreto e dulcíssimo anúncio.
5
Dá-me amor – quem me aquece?
Quem me ama ainda?
Dá-me mãos quentes,
Dá-me brasas para o coração.
(...)
Oh, volta aqui,
Meu deus desconhecido, minha dor,
Minha extrema felicidade!...
In: Paul L. Landsberg, Ensáio sobre a experiência da morte. (O livro é meio difícil, meio chato, desses que você vai lendo, pulando as folhas).
Samanea tubulosa (Benth.) Barneby & grimes
Há 12 anos
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