sábado, 13 de novembro de 2010

EU E A ESFINGE


O barato de se perambular pelas ruas de uma cidade desconhecida é que você encontra as mais incríveis improbabilidades, como essa na Praça do Ferreira em Fortaleza. Mas, como tudo, tudo pode ter uma interpretação, dependendo de como se vê – e de como se fotografa. Repare: de um lado, a luz, quer dizer, a razão humana; de outro a esfinge, o lado escuro, símbolo do que, em nós, jamais será decifrado.
(E eu parado, - digamos, 20 segundos de minha existência no tempo - tirando essa foto. No fundo, o que é mais obscuro: a razão humana, a esfinge, ou isso que está em mim batendo essa foto e que eu chamo de eu, mas que não sei de onde veio, nem para onde vai?).

2 comentários:

  1. e ainda tem a fotografia como meio de apreender uma parte da realidade. Essa mistura de luz, sombra, visto, não visto e interpretação.

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  2. Entre a certeza do saber e a incerteza do ser vemos ao fundo a natureza que simplesmente é.

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