domingo, 7 de novembro de 2010

ZEN

1
Sem intenção.
Só ser.
Sem onde/sem quando/sem porque.
2
Solidão voluntária.
Síntese:
só ser com ser só.
3
O silêncio do zen não é ausência,
mas condição e qualidade.
Não é renúncia:
quando cada coisa “fala por si”,
inútil “falar sobre”.
Calar é perceber o indizível que habita a linguagem.
O não dito do dito dito.

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