E que Deus virá, um dia, nos confortar
de nossas humanas fragilidades?
Qual provará do amargo
que nos revelara quem somos?
(Seis palmos de terra é a medida certa de cada um.
Um gato miando e balançando a cauda. Loucura...
é o cotidiano dos simples).
E o tempo, que marca compassos díspares,
conforme se é vivo,
conforme se é morto?
E então,
quem derrubará o cálice santo numa cerimônia pagã,
e quem dirá, como o verdadeiroDeus:
"Eu sou o que sou"?
Que filósofo, hoje
- eu, você? -
se debruçará sobre o mesmo rio
que Heráclito disse
que não se pode atravessar duas vezes?
E esse Deus,
que em sua infinita ausência,
presentifica a todos?
(Um dia, só,
entre cinzas de meu corpo inerte,
saberei, afinal,
com retidão,
quem fui e quem sou agora).
Samanea tubulosa (Benth.) Barneby & grimes
Há 12 anos
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