terça-feira, 4 de outubro de 2011

REFLEXÕES SEM DOR.

- Hidroginástica: cercado de senhorinhas por todos os lados. Há que ter personalidade... (Agora só falta aprender a tocar bateria. Me aguardem).

- Câncer: meus últimos exames (Pet-Scan) foram bons. Meu abdomem está limpo, o que significa que as células malignas do fígado desapareceram e as remanescentes, no pulmão, diminuíram. É como eu digo: o que a cabeça cria, a cabeça cura.
Mas não, sei que não é bem assim: o câncer, salvo algumas exceções, ainda não tem cura. O que a medicina consegue, tal como em relação a AIDS, é impedir que os doentes morram a curto prazo. Quer dizer, ela ainda não consegue curar, mas já garante, na maior parte dos casos, uma sobrevida razoável. Tenho um amigo médico, pesquisador de um grande laboratório farmacêutico em SP, que me disse que o câncer, daqui há algum tempo, será uma verdadeira epidemia graças ao stress, a má alimentação e, é claro, a fatores genéticos.
No mais, é o seguinte: se a sua cabeça ta legal, entre um e outro perrengue, dá pra levar numa boa.

- O médico me mandou parar de comer carne. “Nem morta, santa”. Segundo Borges, o paraíso deve ser como uma grande biblioteca. Para Jorge Amado, como todo bom baiano, o paraíso deve ser como uma grande rede onde ele possa descansar por toda a eternidade. Bem, já para mim, o paraíso é como uma grande churrascaria rodízio....

Um comentário:

  1. Churrascaria rodízio é uma visão interessante do paraíso. Tem o paraíso do rico e o do pobre. O paraíso do rico, com buffet de saladas cheio de alcachofras, queijos suiços, cogumelos, sushis. O garçom quase silencioso respeita o sinal verde e o vermelho trás as carnes que você prefere. No paraíso do pobre o cheiro de fumaça e carne prevalece, o buffet de salada só rúcula, alface, tomate e uma maionese suspeita. O garçom dá um banho de sangue e gordura em todos quando vai servir e empurra uma linguiça dura, uma batata-frita fria e uma farofa seca e murcha para poupar o consumo de carnes. O coxão mole é cortado e servido com o nome de picanha, a maminha vira filé após tomar uma surra. No paraíso do rico um piano enche o ar com música instrumental, no paraíso do pobre uma televisão sintonizada no programa da Luciana Gimenez. Por isso não acredito em inferno!

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