sábado, 22 de outubro de 2011

C. G. JUNG

1.

Jung conta que viu no Ceilão a seguinte cena: dois camponeses se encontram com seus carros numa viela estreita. Fizeram uma inclinação profunda, um para o outro, e disseram: “distúrbio passageiro! Nenhuma alma (anatman). Isto é: essa perturbação aconteceu só exteriormente, no espaço da prisão de mâyâ, e não no espaço da realidade verdadeira, onde ela não corre nem deixa vestígios. E isso, conclui Jung, não constitui nenhum mérito, propriamente dito.

(Se é que você me entende...).

2.

Nós não temos uma idéia correta do Oriente. Disso é que se originou a pergunta jocosa: “De quanto tempo precisará alguém para se libertar, se ama a Deus, e de quanto tempo, se o odeia?” A resposta esperada seria, obviamente, que aquele que odeia a Deus precisará de mais tempo. O hindu, porém, responde do seguinte modo: “Quem ama a Deus precisará de sete anos, e quem o odeia precisará de três. Porque, se odeia Deus, pensará muito mais nele!”

Um comentário:

  1. Sábio o indiano, na resposta à jocosa pergunta.. Perdemos muito mais tempo pensando no que nós não gostamos, no que nos incomoda, no que não concordamos do que no que amamos.
    Assim, fica a pergunta: se pensar ajuda a se libertar, fica mais fácil exorcizando os fantasmas ou se consideramos o que gostamos, nossos amores, afetos?

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