
Antigamente esssas enormes portas - situadas já no inteior das igrejas - serviam para impedir que velas se apagassem durante o santo ofício da missa. Mas sua verdadeira função, desde sempre, é mais simbólica: servem para separar o mundo profano do sagrado (uma idéia, aliás, completamente estranha a religiosidade oriental).
Repare nessas portas das igrejasaqui do Rio: com relevos talhados na madeira, elas são bonitas, sem dúvida, mas também são comuns e corriqueiras.
Bem, então, quando você for a Ouro Preto não deixe de reparar nas portas internas de suas igrejas coloniais, muitos delas pintados por Manuel da Costa Athaíde, que fazia parte do grupo de músicos, compositores, poetas e pintores da chamada Escola Mineira do Século XVIII. Mestre Athaíde, que segundo Drummond possuia uma “bonita, valente e espaçosa pintura” era amigo de Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, tendo os dois trabalhado em vários projetos, como a obra prima do barroco mineiro: a igreja de São Francisco de Assis: A nossa capela Sistina.
Nem mais, nem menos.
Sem contar que o diabo só anda em linha reta e assim não conseguia entrar na igreja. Pelo menos foi o que meu avô me disse...
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