Chá: ferver, preparar, beber - como condição necessária para o prazer do espírito.
Prática espiritual como prazer do gosto.
BEBER O CHÁ I
Ética de conduta.
Ritual e patrimônio.
Simplicidade e atenção.
Experiência pessoal e intransferível.
Caminho espiritual.
Filosofia.
Serenidade, desapego...
E nenhuma separação.
(E viva Kakuzo Okakura, que disse: “(...) É higiene, porque impõe limpeza; é economia, porque revela o conforto que existe na simplicidade; é geometria moral na medida em que define nosso sentido de proporção face ao universo”. In: Kakuzo Okakura, O livro do chá).
Herdeira direta da espiritualidade do budismo e do Zen – a arte de beber o chá nasceu nos mosteiros budistas da china, quando os monges o tomavam para se aquecerem do frion e se manterem acordados durantes as longas recitações dos sutras -, a cerimônia do chá está hoje incorporada ao patrimônio do Japão como uma de suas mais importantes heranças históricas. Os mestres da arte do chá foram de decisiva importância para a recuperação e a preservação desse legado espiritual que hoje enriquece o patrimônio cultural japonês: “Após o declínio da casa imperial japonesa no período medieval, foram os mestres do chá que registraram, catalogaram e trabalharam no sentido de preservar os tesouros históricos.” Hounsai Genshitsu Sem. In: Kazuzo Okakura, O livro do chá.
BEBER O CHÁ II
Harmonia e equilíbrio.
E como se bebe o chá? Como se bebe o Zen.
E como se bebe o Zen? Como se bebe o chá.
E que gosto o chá tem? Gosto de Zen.
E que gosto tem o Zen? Gosto de chá.
Harmonia e equilíbrio.
Condição de toda prática.
Toda prática como condição de toda espiritualidade.
Toda prática e toda espiritualidade como condição de
Harmonia e equilíbrio.
(Não há separação entre o chá e o ato de bebê-lo - ou entre chá e Zen -, porque provar um é degustar o outro).
Samanea tubulosa (Benth.) Barneby & grimes
Há 12 anos
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