quarta-feira, 20 de julho de 2011

O BUDISMO:

Mais: doutrina para ser pensada.
Menos: religião para ser rezada.
Linguagem espiritual,
- discursos -
onde escolas espirituais diversas encontram abrigo,
suporte e sabedoria.
Entretanto, oriundas do próprio Buda ou de doutrinas posteriores, há afirmações e pressupostos no Budismo que provocam uma vertiginosa orfandade espiritual - e um frio na espinha - naqueles que mergulham com profundidade em suas implicações psicológicas e existenciais:
Assim:
Deus não existe.
Religiões são inúteis.
O “Eu” é ilusório.
Viver é sofrimento.
Morrer é penetrar no vazio.
O mundo como ilusão, o sofrimento como condição, o vazio como destino. Não, não há saída ou consolo, para o Budismo:
Ser é sofrer,
Não-Ser é vazio*.
Mas quantos, dentre os que se dizem budistas, mergulham à fundo nessas questões? Sim, porque o Budismo, como mergulho em direção ao que nos fere por dentro, não se dirige a nada que não esteja no centro do próprio sujeito, ao que nos torna frágil psicológica, existencial e filosoficamente; ao que nos torna, enfim, humanos.
*Sobre a definição de vazio, ver post anterior: A física moderna e o taoísmo.

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