Escultura popular carioca.
Areias de Copacabana.
Autor: Isaac Couto.
Homens sempre sentiram necessidade de transferir suas inseguranças para deuses: em seguida, representam-nos como homens.
Com o Buda, não foi diferente.
A partir do Caminho da Sêda, passando pelo Império Persa, por gregos e romanos, se torna intensa, múltipla a influência cultural do Ocidente no Oriente. As primeiras imagens do Buda foram esculpidas a partir das invasões da Ásia pelas tropas gregas e macedônias de Alexandre em 327 a. C. Os citos e os partos, bem como os gregos da Bátria que ocupam a partir do século 2 a. C a Bacia do Indo e do Alto Ganges, também contrubuiram com representações pictóricas de Sidarta Gautama. É por isso que as primeiras esculturas do Buda têm o perfil do deus grego Apolo, e é como tal - um Buda apolínio - que essa arte greco-budista se espalha por toda a Índia, China e Japão.
É só por volta do ano 400 de nossa era, após intenso intercâmbio entre a Índia e o Império Romano, que pinturas e esculturas do Buda ganham essa forma definitiva que conhecemos hoje.
Por outro lado, nas filosofias Samkhya e Vedanta da ìndia Clássica - cujos regisros datam de cerca de 5.000 anos a. C -, o ser perfeito, o iluminado é percorrido por camadas, aglomerados, corpos de energia e equilíbrio que compõem a totalidade do ser que ele é. Essas camadas, força e corpos sutís são representados por auréolas, halos de luz em torno de sua cabeça.
Agora, repare na iconografia do Buda e dos santos cristãos, igualmente representados com um halo, uma auréola.
O Buda como santo cristão, ou os santos crisãos com auréolas e halos da filosofia Vedanta e Samkhya?
Quem influenciou e imitou quem?
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