segunda-feira, 21 de março de 2011

UM POUCO DE BORGES NA VEIA NÃO FAZ MAL A NINGUÉM.

- A realidade se confundia com o sonho: melhor dizendo, o real era uma virtualidade do sonho.

- Nosso destino não é espantoso por ser irreal; é espantoso porque é irreversível como ferro fundido. O tempo é a substância de que sou feito. O tempo é um rio que me arrebata, mas eu sou o rio; é um tigre que me destroça, mas eu sou o tigre; é um fogo que me consome, mas eu sou o fogo. O mundo, desgraçadamente, é real: eu, desgraçadamente, sou Borges.

- A salvação é uma opção pessoal. Só eu posso salvar-me.

- As muitas provas da existência de Deus é uma prova de que não há Deus, já que se utilizam tantas provas.

- Eu sempre duvido. E sempre peço a Deus (que não existe) o privilégio de duvidar até que eu morra.

- Desconhecemos os desígnios do universo, mas sabemos que raciocinar com lucidez e agir com justiça é ajudar a esses desígnios, que não nos serão revelados.

- Diria que esperar uma recompensa ou temer um castigo é algo imoral, porque se você agir bem porque será recompensado, ou pelo temor a ser castigado, não sei até que ponto a sua boa ação é uma boa ação, não sei até que ponto isso é ético. Eu diria que não, que se tememos castigos e esperamos recompensas, já não somos homens éticos.

- Tudo faz parte dessa trama cujo final ignoramos - nem sabemos sequer se tem um final. E se tiver, ele é, sem dúvida,inconcebível, já que não existe nenhuma razão para que o universo - essa coisa tão complexa - seja compreensível, bem, para um homem do século XX da nossa era, em um projeto perdido que se chama a terra. Não há motivo algum para que possamos compreender por que existe algo tão vasto quanto a história.

- Mas um espírito religioso pode não acreditar em um deus pessoal. (...) A idéia de acreditar em um deus pessoal não é uma parte necessária do espírito religioso.

Nenhum comentário:

Postar um comentário