- A realidade se confundia com o sonho: melhor dizendo, o real era uma virtualidade do sonho.
- Nosso destino não é espantoso por ser irreal; é espantoso porque é irreversível como ferro fundido. O tempo é a substância de que sou feito. O tempo é um rio que me arrebata, mas eu sou o rio; é um tigre que me destroça, mas eu sou o tigre; é um fogo que me consome, mas eu sou o fogo. O mundo, desgraçadamente, é real: eu, desgraçadamente, sou Borges.
- A salvação é uma opção pessoal. Só eu posso salvar-me.
- As muitas provas da existência de Deus é uma prova de que não há Deus, já que se utilizam tantas provas.
- Eu sempre duvido. E sempre peço a Deus (que não existe) o privilégio de duvidar até que eu morra.
- Desconhecemos os desígnios do universo, mas sabemos que raciocinar com lucidez e agir com justiça é ajudar a esses desígnios, que não nos serão revelados.
- Diria que esperar uma recompensa ou temer um castigo é algo imoral, porque se você agir bem porque será recompensado, ou pelo temor a ser castigado, não sei até que ponto a sua boa ação é uma boa ação, não sei até que ponto isso é ético. Eu diria que não, que se tememos castigos e esperamos recompensas, já não somos homens éticos.
- Tudo faz parte dessa trama cujo final ignoramos - nem sabemos sequer se tem um final. E se tiver, ele é, sem dúvida,inconcebível, já que não existe nenhuma razão para que o universo - essa coisa tão complexa - seja compreensível, bem, para um homem do século XX da nossa era, em um projeto perdido que se chama a terra. Não há motivo algum para que possamos compreender por que existe algo tão vasto quanto a história.
- Mas um espírito religioso pode não acreditar em um deus pessoal. (...) A idéia de acreditar em um deus pessoal não é uma parte necessária do espírito religioso.
Samanea tubulosa (Benth.) Barneby & grimes
Há 12 anos
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