segunda-feira, 21 de março de 2011

CONTRADIÇÕES DAS DOUTRINAS BUDISTA E ZEN.

I
Quem se ilumina,
se o “eu” no budismo não tem realidade própria,
não passa de uma ilusão?

Quem se ilumina,
se a iluminação no budismo supõe a superação do “eu”?

Quem se ilumina,
se uma vez iluminado, já não haverá, então, nenhum eu que testemunhe sobre sua própria iluminação?

Quem se ilumina, afinal,
se no budismo não existe um “eu” permanente?

II
- Se a iluminação, segundo o zen, é súbita e abrupta, pra que o esforço, a disciplina, a fé, o altar, o ritual?
Pra que a religião?


(Não há resposta, portanto, a resposta é:
resposta é linguagm e linguagem...
não é resposta!).
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2 comentários:

  1. Toda vez que acontece a recursividade ou equivalente a lógica se ferra. Foi por aí que Goedel desconstruiu a matemática. Algo como o conjunto dos conjuntos que não contém a si próprio. Se ele não contém ele contém se contém ele não contém.

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  2. Caríssimo: o que você escreveu sobre as contradições do budismo e do zen, no meu entender, são deveras pertinentes e perturbantes.

    Já quanto falou, acerca de seguir a doutrina dos mestres por pura sugestão, sem espírito crítico, ou exame aprofundado, me deixou verdadeiramente impressionado.

    Parece-me que é ai, onde realmente se encontra o valor da filosofia.

    «« Não é porque o "buda" ou o "cristo", disseram isto, ou aquilo, que uma pessoa, vai seguir as suas palavras; é necessário apreciá-las e meditar, sobre elas, afim de investigar criteriosamente da sua possível racionalidade prática. »»

    Podem-se dizer belos poemas, que nos podem emocionar pela sedutora consonãncia das palavras, mas que efectivamente, podem ser apenas lindas fantasias...

    Especulativamente - artur.

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