Comprei um tênis vermelho
para me lembrar quem fui
e uma bota de couro e cano longo
para me dizer quem agora sou.
Passos e vozes cruzam os meus, nos cotidianos
- idos-e-vindos - de uma rua qualquer.
Sem rosto!
O que fui e o que sou, não tem importância.
O que não tem nome sabe que tive uma vida simples.
Li, e fui feliz*.
*- Plágio descarado de uma frase de Rachel Valença, que trabalha comigo na FCRB. A frase é tão boa que ela vai colocá-la como epígrafe em seu ex-libris.
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