segunda-feira, 25 de outubro de 2010

SEM NOME E SEM ROSTO

Comprei um tênis vermelho

para me lembrar quem fui

e uma bota de couro e cano longo

para me dizer quem agora sou.

Passos e vozes cruzam os meus, nos cotidianos

- idos-e-vindos - de uma rua qualquer.

Sem rosto!

O que fui e o que sou, não tem importância.

O que não tem nome sabe que tive uma vida simples.

Li, e fui feliz*.

*- Plágio descarado de uma frase de Rachel Valença, que trabalha comigo na FCRB. A frase é tão boa que ela vai colocá-la como epígrafe em seu ex-libris.

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