quarta-feira, 23 de novembro de 2011

UM POUCO DE MICHEL ONFRAY NA VEIA NÃO FAZ MAL A NINGUÉM.

- Partir de si não obriga a ficar em si, nem em sentir um prazer potencialmente culpado nisso. Entre a recusa do ego e o egocentrismo alucinado, há um espaço para dar ao eu um estatuto singular: uma ocasião de apreender o mundo e fim de penetrar alguns de seus segredos.

- Toda filosofia se reduz à confição de um corpo, à autobiografia de um ser que sofre.

- Filosofar é tornar viável e vivível sua própria existência quando nada é dado e tudo resta a construir.

- Que personagem é arrogante o suficiente a ponto de tomar explicações de Deus - a não ser o filósofo -, contanto que faça verdadeiramente jus a esse nome...

- A moral não é portanto um problema teológico entre os homens e Deus, mas uma história imanente que concerne aos homens entre si, sem nenhuma outra testemunha.

- A moral universal, eterna e transcendente cede lugar à ética particular, temporal e imanente.

- Antes da vida já é vida. Depois dela, ainda é ela.

- Porque o objetivo, aqui como mo alhures, é sempre o mesmo: criar ocasiões individuais ou comunitárias de ataraxia real e de serenidades efetivas.

(Ataraxia – Bela palavra inventada pelo gregos clássicos, que significa, paz de espírito, felicidade, bem-estar).

Michel Onfray é um jovem filósofo francês, nietzschiano de esquerda, eu diria, que já tem uma vasta e instigante obra. Aqui no Brasil já saíram uns sete ou oito livros dele. O grande buchicho hoje na França é uma polêmica envolvendo ele e a psicanalista Elizabeth Roudinesco, a respeito de um livro sobre Freud, onde o filósofo denuncia que o dito cujo era machista, anti-semita e que transava com a cunhada. A resposta da Roudinesco já saiu por aqui: “Freud: porque tanto ódio?”. Já o livro original dele está prometido para 2012. Aguardemos, pois.

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