Para Wittgenstein, os problemas da filosofia carecem de sentido. A filosofia, diz ele, nada mais é que o resultado do mal uso da linguagem. Essa proposição têm a ver com sua renúncia de que a filosofia possa resolver os problemas do mundo. Problemas insolúveis porque somos parte dele, o que significa que, para decifrá-los, teríamos que decifrar-nos, e então, teríamos que estar “fora do mundo”. Há algo além de ambos? Sim, mas não podemos saber o que: a lógica da linguagem só nos informa o como. Wittgenstein não nega a metafísica ou o místico; é a lógica da linguagem que não dá conta de seus significados: situam-se, portanto, no indizível. Por isso, diz ele, a filosofia deveria limitar-se a só dizer o que pode ser dito.
Bem, nesse caso, digo eu, se a linguagem tem limites, para o zen, o limite é a própria linguagem.
In: Ludwig Wittgenstein, Tratado lógico-filosófico.
Samanea tubulosa (Benth.) Barneby & grimes
Há 12 anos
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