terça-feira, 6 de dezembro de 2011

O COTIDIANO. SOBRE INCONSCIÊNCIA E PEIXES NO MAR.

Bem, estava eu ociosamente vendo um documentário na televisão sobre a vida marinha,quando reparei num cardume de peixes nadando coordenadamente nas profundezas do mar:

- Umsóemtodos/todosemum.

Do mesmo lado/para o outro lado/do mesmo lado.

- Súbito -

Um só movimento,

Na pluralidade de peixes no mar.

Ruptura/continuidade/ruptura.

Sem começo ou fim.

- E nenhuma hesitação!

(Sem hesitação, significa sem intenção).

- E nenhuma escolha!

(Sem escolha, significa aceitação).

E então, pensei numa consciência comum - individual e coletiva - móvel, não localizada e não identificável, mas que a todos igualmente percorre, e a todos igualmente pertence.

Em cada um - peixes! - em todos e em nenhum,

Percorrendo-se,

Mas em nenhum isoladamente.

Ruptura na contínua ordem descontínua,

De peixes no mar.

Cada um como cada qual.

Cada qual - como todos - em cada um.

E então, peixes, como consciência que atualiza

Cada peixe como peixe.

- Peixepeixes.

Unidade inconsciente, na pluralidade de cada um:

- Peixeempeixes.

Consciência que não está em nenhum dos peixes

- Separadamente.

Mas em todos

- Coletivamente:


Bem, sempre haverá quem argumente que numa espécie de reação em cadeia, é o comportamento do primeiro peixe que determina o comportamento dos outros.

Certo, mas o problema é:

- Quem determina o comportamento do primeiro peixe?

Nenhum comentário:

Postar um comentário