segunda-feira, 5 de julho de 2010

Quem sou eu?

Rimbaud disse que é um erro dizer "eu penso". Concordo com o poeta. Talvez devêssemos dizer "pensam em mim", "sou pensado por", "pensam-me".
Jung também teve a mesma intuição ao dizer que "ninguém é senhor em sua própria casa". Paulinho da Viola também nos diz que "quem me navega é o mar".
Bem, tudo leva a crer que há uma fonte da qual todos e tudo brotam.
A pergunta, entretanto, parece ser "o que é essa fonte", e não - como querem as religiões - "quem" ela é.
O budismo e o zen - como filosofias que são - não tem a pretensão das respostas prontas e definitivas.
O que propõem é melhorar a qualidade das perguntas.
Como essa, por exemplo.
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